sexta-feira, 28 de abril de 2017
quarta-feira, 26 de abril de 2017
terça-feira, 4 de abril de 2017
O Mercado de Notícias
Roteiro e Direção: Jorge Furtado
Filme Completo | Dublado
1:12"56"
Publicado em 3 de abr de 2016
Sempre muito original, o cineasta Jorge Furtado ("Saneamento Básico: O Filme") foi buscar numa peça teatral da Inglaterra elisabetana do século 17 um paralelo para estabelecer uma perspectiva histórica para a aguçada discussão sobre critérios, falhas e importância da imprensa no Brasil em seu novo documentário.
O filme “O Mercado de notícias”, dirigido por Jorge Furtado, está em cartaz em algumas salas de cinema do país. Propondo-se a ser um documentário sobre jornalismo, a obra traz algumas questões pertinentes para pensar a atividade jornalística no Brasil.
A diversidade dos espectros ideológicos e de trajetória profissional dos entrevistados é um ponto forte do documentário. O filme conta com os depoimentos de 13 reconhecidos jornalistas, a saber: Bob Fernandes, Cristiana Lôbo, Fernando Rodrigues, Geneton Moraes Neto, Janio de Freitas, José Roberto de Toledo, Leandro Fortes, Luis Nassif, Maurício Dias, Mino Carta, Paulo Moreira Leite, Raimundo Pereira e Renata Lo Prete (no site do longa, há a biografia de cada um deles). O diretor também tinha a intenção de entrevistar Caco Barcellos e Elio Gaspari, o que não foi possível. Provavelmente, a fala dos dois poderia ter aumentado a complexidade da discussão apresentada pelo documentário.
De qualquer forma, em um mesmo filme, Furtado confronta adeptos da tese de que a imprensa se comporta como um partido – opositor ao governo -, e que, por isso, não cumpriria seu papel, com profissionais que crêem que o papel desempenhado pelo jornalismo brasileiro está de acordo com o que se deve esperar da atividade.
Embora pertinente, por apresentar questões concernentes à produção do material jornalístico e à qualidade dele a um público amplo, “O Mercado de Notícias” peca pela superficialidade. A proposta de mesclar a encenação da peça “The staple of News”, de Ben Jonson, com as entrevistas realizadas com os jornalistas apresenta um modelo interessante de documentário. No entanto, também dá a impressão de que nenhuma das duas partes é explorada satisfatoriamente.
Furtado perde, em alguns momentos, a possibilidade de explorar mais fortemente as contradições entre os entrevistados e aprofundar as discussões que propõe. Propondo abordar diversos aspectos da produção jornalística, algumas seções são rasas. Após a exibição do filme em Fortaleza, o diretor participou de uma conversa com os espectadores. A impressão é de que ele entende mais sobre as dinâmicas do jornalismo que o quanto transparece no filme.
Ainda assim, o filme traz momentos interessantes, como o que discute a importância das posições editoriais das empresas. Nesse sentido, a fala de Maurício Dias merece destaque. O jornalista defende que as empresas de comunicação desempenham o papel de agente político na realidade brasileira, embora não admitam fazê-lo. Renata Lo Prete complementa a discussão, defendendo que elas apresentem suas preferências eleitorais e ideológicas à audiência, até como forma de facilitar cobranças por parte dos cidadãos. Os depoimentos mencionados exemplificam o quanto a ideia de imparcialidade não dá conta da complexidade do produto jornalístico, embora ainda seja uma estratégia para resguardar a credibilidade dos jornais.
Sobre o teor da cobertura política, há divergências severas entre os entrevistados acerca da qualidade do serviço oferecido pelo jornalismo brasileiro. Mino Carta defende que as empresas servem apenas aos interesses dos proprietários, desconsiderando a existência de relações dentro do campo e de regras específicas que regem a atividade jornalística. Em alguma medida, ignora até a existência de sua revista, Carta Capital, ao conceber um cenário homogêneo – no qual todos estão contra o governo federal. Leandro Fortes e Jânio de Freitas defendem a ideia de que o jornalismo preocupa-se, especialmente, em criticar o governo, algo que teria acontecido com a ascensão de Lula à Presidência. Já Fernando Rodrigues e José Roberto de Toledo defendem a atuação do jornalismo e consideram positivo que ela incomode os agentes políticos.
Algo que parece passar despercebido no discurso dos profissionais alinhados ao governo do Partido dos Trabalhadores é o fato de que os ocupantes de postos de destaque na administração pública são vitrine. Assim, seria de espantar caso os periódicos evitassem cobrá-los. Como indica o depoimento de Maurício Dias, não é o caso de supor que as empresas jornalísticas sejam desinteressadas. A realidade é mais complexa. Os contextos e as mudanças que acontecem neles têm de ser levados em conta ao analisar com alguma profundidade o jornalismo. Se não formam um partido político, como alguns entrevistados acreditam, as empresas de comunicação têm a possibilidade de pautar o debate público e priorizar algumas perspectivas – e têm consciência disso.
É revelador da rotina de uma redação o que os profissionais falam sobre os constrangimentos aos quais estão sujeitos, inclusive, noticiando algo que poderia não ser verdade por completo. Por sinal, o longa rende momentos de risada, quando apresenta “barrigas” noticiadas pelos jornais por falta de ou insuficiente checagem dos fatos.
Ainda sobre os constrangimentos aos quais os profissionais estão sujeitos, Bob Fernandes ressalta que, nos últimos anos, o responsável por censurar conteúdos não é mais o governo, mas a própria empresa de comunicação. Isso expõe um cenário complexo, tendo em vista que os produtos jornalísticos vivem de credibilidade, que pode ser arranhada quando interesses políticos ou econômicos se sobrepõem aos do jornalismo – e o público percebe que isso aconteceu. Expõe também a dicotomia da atividade jornalística. Muitas vezes, ela é exercida em empresas privadas, com a alegação de visar ao interesse público.
“O mercado de notícias” é um filme importante, apesar de suas limitações. Pode ser uma boa introdução às práticas do campo do jornalismo – e tem o mérito de tratar da atividade sem demonizá-la ou romantizá-la. Porém, a maior contribuição pode ser servir como registro da atividade jornalística no Brasil e, em certa medida, como memória da história do país.
domingo, 2 de abril de 2017
Pesos - Villy Fomin
Entessafra não é perda de tempo, mas a possibilidade de novos frutos.
Duração: 3:40
A última grande lição (longa)
Duração: 1h04
A publicação deste vídeo tem a única intenção de divulgar essa bela história de um grande professor.
"Me faltam palavras para descrever tamanha emoção ao assistir esse filme. Estamos tão ocupados, tão sem tempo que esquecemos que na vida o bastante é amarmos uns aos outros..."
O Evangelho segundo João
Duração: 130min
“Dê-me, Senhor,
agudeza para entender,
capacidade para reter,
método e faculdade para aprender,
sutileza para interpretar,
graça e abundância para falar.
Dê-me, Senhor,
acerto ao começar,
direção ao progredir
e perfeição ao concluir.”
São Tomás de Aquino
agudeza para entender,
capacidade para reter,
método e faculdade para aprender,
sutileza para interpretar,
graça e abundância para falar.
Dê-me, Senhor,
acerto ao começar,
direção ao progredir
e perfeição ao concluir.”
São Tomás de Aquino
Assinar:
Comentários (Atom)